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Coluna de junho: “A dor e a delícia de ser o que sou”


24/06/2015 | Notícias

Para quem ainda não leu a nova coluna da Maria Rita na revista Pais & Filhos, o texto na íntegra:

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A dor e a delícia de ser o que sou

Quando o resmungo doce da filha durante madrugada faz a cabeça ir para todos os lugares e obrigações há tempos não visitadas

 

“Tive insônia. Não é nenhuma novidade na minha vida. Vez por outra, ela ataca. Não é nada muito preocupante, ela chega a convite do stress – esse, sim, preocupante. Acordei às 4:30 da manhã depois de um resmungo doce e pueril da minha menina à procura de sua cúmplice de noites bem-dormidas: a chupeta. Virei-me pro lado e foi aí que aconteceu. A insônia chega como um assalto lento e tenebroso de que você, quando se dá por si de que talvez aconteça, já está refém. Minha cabeça foi a todos os lugares possíveis e imagináveis.

À violência das ruas, à violência contra os professores, ao caos sistemático instalado na minha pátria-mãe, à saudade de minha mãe, uma sensação de desproteção enraizada na alma desde que fui forçada a me entender por gente, ao medo de perder meu filho, ao inegável cansaço da caça ao leão diário desse meu ofício, à vontade de sumir, à vontade de me mudar do país por uma vontade inflamada de expandir, às duas contas atrasadas que ainda não lembrara de pagar, à reunião com o advogado para tentar entender tanta coisa, à mancha das mãos alegres e satisfeitas que teimam em passear nas minhas paredes brancas, à obra da cozinha que parou há dois anos mas que não deveria ter parado (rapaz, quem foi o responsável por tal lambança, mesmo?), à carteira de motorista vencida, às férias que não tiro desde nem-lembro-quando, aos exames de sangue e mamografia que ainda não fiz neste ano, às vacinas das crianças que já já vencem, às roupas das crianças que cresceram e estão andando curtas por aí, à possível obra imensa que terei que fazer por causa de uma impermeabilização malfeita, ao medo de uma chuva forte invadir o estúdio (já que a impermeabilização está falha), à visita que não fiz ao meu afilhado, à visita que não fiz ao irmão do afilhado, à festa de aniversário das sobrinhas de consideração que não consegui ir, ao financiamento, às compras sem glúten, à dedetização atrasada, ao oftalmologista e ao dentista e ao ortopedista, à dieta dos malditos 6kg que ainda não larguei, à incompreensão do que pode ser que esteja acontecendo com os valores e ética e moral e educação e cívica do ser humano, ao pavor absoluto dos extremismos espalhados por aí, à raiva da mentira generalizada e da manipulação, à constatação de que mentes perigosas estão mais perto do que eu gostaria, à matéria da revista que fala da síndrome do “burn out”, à saudade de dançar sozinha no escuro do meu quarto, aos malandros que faltam com honra para pagar serviços prestados, à fofoca, à obrigatoriedade das redes sociais, à hiperatividade mental, aos emails que detesto checar, aos passeios na Lagoa que não dou há muito tempo, ao mar do sul da Bahia, que meus pés não encontram há um tanto tempo mais, ao medo babaca de parecer uma mimadinha ridícula quando me vejo percebendo tudo isso apesar de gozar de uma vida…

E aí minha menina acordou e eu fiquei zumbiando pela casa o resto do dia.

A conclusão? Também não sei.

Show da Maria Rita no “Som na Fonte”, em Salvador, é adiado


11/06/2015 | Notícias

ATENÇÃO! O show da ‪#‎MariaRita‬ em Salvador no dia 3 de julho – assim como todas as apresentações do projeto ‪#‎SomNaFonte‬, na Itaipava Arena Fonte Nova – foi ADIADO por determinação do local do evento.

Veja o comunicado oficial da produção do estádio baiano:
“Há aproximadamente um mês, fomos surpreendidos com uma liminar que proibia a realização de eventos não-esportivos na Itaipava Arena Fonte Nova. Tentamos reverter essa situação sem ter que cancelar os shows do projeto “Som na Fonte”, o qual terá a participação de Maria Rita. Porém, não obtivemos sucesso e a instabilidade jurídica do negócio fez com que tomássemos a decisão de prorrogar os shows contratados para uma nova data até setembro/15, quando, acreditamos nós, já estará tudo regularizado com o Ministério Público da Bahia.”

Nova coluna da Maria Rita: “Comassim, Páscoa sem ovo?”


03/06/2015 | Notícias

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Já leu a coluna de maio da Maria Rita na revista Pais & Filhos? Veja abaixo a íntegra do texto da cantora sobre uma atitude polêmica e pouco usual:

“Eu tinha planejado falar sobre o domínio global dos smartphones neste mês, conforme propus mês passado. Além de dividir os últimos episódios da adaptação da mãe da Alice na escola. No entanto, numa conversa suave com a Mônica Figueiredo, minha chefe e amiga desde os meus 15 anos (foi ela quem me levou pra redação da Revista Capricho quando lá era diretora de redação), comentei que não tínhamos tido ovos nesta Páscoa, nem coelhinho. Nem dei muito valor ao fato, mas Mônica chamou a mim e meu marido de heróis e me pediu que escrevesse a respeito. Como sou funcionária do mês desde aqueles 15 anos, cá estou. Mas confesso que estou meio sem jeito, porque não acho que tenha sido uma vitória contra o sistema – especialmente porque não foi a intenção. Mas talvez tenha sido. Mesmo sem intenção. Vamos às provas:
1. Marido e eu não temos muitas tradições porque nosso trabalho é entreter e alegrar nosso público, nos feriados e finais de semana inclusive. Vejam: trabalhamos para vocês curtirem loucamente, o que implica que nada mais é muito dentro das normas, como seria com uma família “comum”. Logo, não fizemos nenhum plano para a família, porque nem sequer tínhamos certeza se estaríamos em casa na Páscoa.

2. Me dá uma certa claustrofobia ver assuntos de Páscoa (ovos pendurados em tudo quanto é lugar, coelhos fofinhos passeando até em sonho!) antes mesmo do Carnaval (um exagero de minha parte, eu sei). Simplesmente deixei pra pensar nisso tudo na última hora. AMARRADONA.

3. Meu menino está com 10 anos e não se liga mais em coelhinhos e os ovos com brindes são “meio bobos” (palavras dele) e os sem brinde não têm graça nenhuma. Claro.

4. Minha menina não entende nada desse lance. Ela estava doente nos dias que antecederam a Páscoa e não a mandei pra escola, o que implicou que ela não teve exposição nenhuma ao coelho fofo.

5. TV é um lance controlado em casa. Especialmente canais abertos. O que reforçou o esquecimento desta que vos escreve e de meu digníssimo, assim como o de meu menino. Alice não curte televisão, esperta que é.

6. Tenho enfatizado com o mais velho que mais vale SER do que TER. Missão bastante difícil, porque nesta idade, rapaaaaaz, o bicho pega.

7. Feriado prolongado para ele significa: bagunça com o melhor amigo. E foi o que rolou em casa na quintafeira. Muito mais legal do que caçar ovos de chocolate.

8. Teve jogo do Flamengo no domingo, o que é sempre muito mais importante do que qualquer coisa – exceto o palco.

9. Gente, a crise não está fácil: vocês viram os preços desses ovos?
Olhando e analisando essas provas todas, concluo o óbvio: a vida nos deu limões e fizemos uma senhora limonada. E somos, eu e marido, heróis! Por termos conseguido nos manter fiéis aos nossos princípios e termos escolhido não ceder, ainda que por causa de uma sequência de acasos. E posso falar? Não fez falta. Nenhuma. Celebrar a Páscoa não é o mesmo que celebrar coeeeeeelhos e ooooovos e chocolaaaaates.Sorry, coelhinho. Ponto pros rebeldes.”

 

Maria Rita volta ao Citibank Hall do Rio de Janeiro


02/06/2015 | Notícias

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Dia 22 de maio teve festa das boas na Barra da Tijuca! Maria Rita voltou à casa onde se apresenta há 13 anos para mais um show memorável da turnê de “Coração a Batucar”. Com a casa lotada, a cantora empolgou a plateia de bacanudos com os principais hits de seu último álbum.

Músicas como “É Corpo, É Alma, É Religião”, “Rumo ao Infinito” e “Meu samba, sim, Senhor” agitaram o público, enquanto “Abismo” levou alguns fãs às lágrimas. Com seu já conhecido domínio de palco, Maria Rita dançou, conversou e interpretou os novos e antigos sucessos, como “E Vamos à Luta”, de Gonzaguinha, e “Num Corpo Só″, de seu primeiro disco de samba, “Samba Meu”. Depois do show, ainda teve energia para conversar com os fãs que persistiram na beira do palco, querendo vê-la ainda de mais perto.

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Fotos: Monalisa Marques/ Namaste Produções

Para quem não esteve nessa noite inesquecível, clique no vídeo e veja um pouquinho do clima do show! Confira também o álbum do Facebook com os melhores momentos da apresentação da artista!

 

Minisserie “Making Of – Edição Especial de Coração a Batucar”


21/05/2015 | Notícias

A edição comemorativa do último trabalho de Maria Rita – “Coração a Batucar – edição especial” – compreende CD e DVD e foi produzida em um show bem intimista, gravado ao vivo como se fosse uma genuína roda de samba. No álbum, além do CD e DVD com versões inéditas de algumas faixas do disco mais recente da cantora, os fãs também podem encontrar um making of da gravação, com os bastidores, entrevistas e os melhores momentos do #CabEspecial.

Veja aqui os cinco episódios que foram divididos especialmente para publicação nas redes sociais da artista!

Maria Rita assume o Instagram da revista “Claudia” por um dia


11/05/2015 | Notícias

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Imagine acessar o Instagram de uma revista ou empresa que você segue e encontrar algum artista atualizando o perfil no lugar da usual equipe de marketing digital… A “brincadeira’, que virou moda no Instagram, chama-se ‘takeover’. Na prática, significa uma espécie de troca de perfis nesta rede social, geralmente entre famosos, marcas conhecidas ou canais de comunicação.

Para participar da nova onda, a Revista Claudia convidou a Maria Rita – que está na edição de maio em uma bela entrevista – para postar em seu perfil por um dia inteirirnho, em 7 de maio de 2015, usando a hashtag #mariaritanaclaudia. A cantora topou na hora e decidiu aproveitar a oportunidade para comentar a própria revista, mostrando um pouquinho de seus gostos e interesses, com um olhar único e todo especial!

Confira no álbum do facebook todas as postagens da artista!

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Especial “Redescobrir” vai ao ar no Canal Bis e no Multishow


08/05/2015 | Notícias

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No fim de semana do Dia das Mães, o público terá dose dupla de Maria Rita na televisão por assinatura. O especial “Redescobrir”, em que a cantora interpreta músicas que foram sucesso na voz de sua mãe, Elis Regina, será transmitido por dois canais: Bis e Multishow. Portanto, pode ficar bem abraçadinho a sua mamãe para ver e rever esse show cheio de emoção!

SÁBADO – 17:30 – MULTISHOW

DOMINGO – 20:30 – CANAL BIS

Coluna de abril: “Adaptando – Quando quem mais precisa de adaptação – ou de um doce – sou eu!”


29/04/2015 | Notícias

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Já leu a coluna de abril da Maria Rita na revista Pais & Filhos? Confira o texto na íntegra:

“Com Antonio foi menos turbulento. Decidi colocá-lo na escola no meio do ano. Mais por ele do que por mim. Filho único, mãe viajando um tanto… Achei que uma rotina para ele seria construtiva. Outras crianças, sociabilização. Criança pede essas coisas. Chegamos no meio do semestre, todos os outros alunos já tinham se adaptado. Baixei ordem de que durante uma semana esquecessem que eu existia – porque, né, tudo é muito mais importante do que é importante pros outros. (Lembrem que oito anos atrás não existia essa praga de iPhone. Tive O MEU espaço*.)

O processo foi muito bacana: eu ficava na mesinha das crianças do lado de fora, lendo meu livro. Firme e forte e pilastra que sou para meus pequenos. Ele sorria satisfeito. Dali alguns dias, Antonio ficou maior de grande e eu fui liberada pela coordenadora a ficar – OLHA QUE INCRÍVEL! – na secretaria. Ele provou para todos que era menino maduro e capaz de lidar com aquilo tudo. Dois dias depois, a realidade me estapeou com força: a coordenadora disse que eu podia ir embora. “Então, querida: eu não tenho nada pra fazer! Fico aqui! Ninguém vai nem me ver!” E ela me mandou comer um doce ali perto. “Mas eu não posso comer doce por causa da voz, nem gosto mesmo, eu fico aqui!” Ela disse: “Hora de fazer a adaptação da mãe”. Fui pro meu carro, estacionado na escola, e segui lendo meu livro até dar a hora de retirá-lo daquela selva de insensibilidade. Supermadura.

Já com Alice, estou comendo o pão amassado de anteontem. Aquele bem duro, sabe? Não sei qual é o lance. Se é porque é minha menina, se é porque sou uma senhora de 37 anos (com Antonio, tinha 27). E eu sento fora da sala e sento dentro – tudo o que me mandam fazer para ajudá-la, eu faço. E quando ela pede colo, meu coração aperta e eu quero correr com ela dali, e quando ela fica bem na sala sozinha eu choro de emoção e de orgulho e de medo de estar perdendo minha menina (gente, imagina no casamento! Cadê a jaula dela?) e quando tiram a massinha dela eu quero chamar a professora… Tá fácil, não. E tem as outras crianças, que choram solidariamente quando uma chora, e a minha menina não entende aquela gente gritando e eu só quero pegar todo mundo no meu colo e acalmá-los todos! Sabe cumé: mãe de um, mãe de todos. Eu volto da escola, dou almoço pra ela, boto pra dormir, e desmorono na cama, exausta. Emocionalmente. Moída. Quero colo.

E semana retrasada eu tive que ir a São Paulo de última hora para uma gravação e não pude levá-la. Foi com a babá, para não perder o ritmo. Logo depois do horário da saída, a coordenadora me ligou e soltou a maior das grosserias: “Você não vem mais, tá? Ela fica ótima – até melhor – sem você”. Perdeu o lugar no céu, essa moça. De novo: orgulho, emoção, medo. Totalmente chocada. Não voltei mais! Obediente que sou! Mas morro. Tô aqui, escrevendo pra vocês pra ver se alguém me entende!

Olha. Honestamente. Não sei o que vai ser de mim. Talvez precise comer um doce.
*Vamos falar disso na próxima coluna? Enfrentar as sombras?”

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